Como funciona

Decida o que vale construir — e leve o aprendizado até o próximo passo.

O Motriz organiza a trajetória em torno das perguntas que não dá para terceirizar: qual é a aposta, o que precisa ser verdade, o que a evidência mostrou e qual é o próximo passo. Você conversa com um único cofundador; especialistas pesquisam e executam nos bastidores. Quando a decisão é construir, o escopo aprovado vira trabalho no seu repositório. Depois do lançamento, o resultado volta para a mesma trajetória — pronto para orientar a próxima decisão.

A trajetória entra quando você quer. Se a direção já está clara, o workspace Build também funciona sozinho.

Primeiro: em que vale apostar?

Os quatro primeiros marcos tiram a ideia do entusiasmo e colocam a aposta no papel: premissa, cliente, problema, alternativas e espaço para entrar. Antes de comprometer meses, você deixa claro o que está tentando provar — e por que alguém mudaria o jeito como resolve isso hoje.

A trajetória no Motriz — cinco perguntas de fundador com marcos, vereditos e um ponto de decisão em uma linha conectada
Fig. A A trajetória — cinco perguntas de fundador com marcos e vereditos em uma linha.

Marco 0
De onde estamos partindo?

Entenda o terreno: o que já existe, o que exige atenção agora e quais restrições moldam o trabalho. Pesquisa pronta, um repositório existente, um produto já no mercado ou nada ainda — a trajetória parte da sua situação real.

Marco 1
Qual é a aposta?

Enuncie a premissa com clareza suficiente para desafiá-la. A tese do produto é explícita e falseável — e é comparada com as alternativas honestas: um processo manual, um software mais estreito, uma jogada mais ambiciosa ou simplesmente não fazer nada.

Marco 2
Quem sente isso, e como?

Nomeie um cliente alcançável com uma dor observável — não uma persona chutada. Especialistas em problema e perfil de cliente procuram a dor ou a gambiarra com a qual as pessoas já convivem.

Marco 3
Por que essa brecha?

Veja o que as pessoas fazem hoje e onde há uma brecha crível — proporcional ao que você quer que isso se torne. Um diagnóstico de mercado e um mapa de concorrentes mantêm você honesto sobre por que alguém largaria o que já usa.

Depois: o que precisa ser verdade?

Marco 4
O que mudaria nossa opinião?

Ranqueie as suposições mais arriscadas e desenhe os testes mais baratos capazes de mudar o plano — com regras de parada explícitas, definidas antes de o resultado chegar. Esse é o plano de validação: o que testar, o que cada resultado significa e quando parar.

Hora do teste: o que as pessoas fizeram?

Marco 5
O que as pessoas realmente fizeram?

Rode os testes e encare o que as pessoas realmente fizeram — não o que disseram, nem o que você torcia para acontecer. Cada resultado entra na trajetória como evidência, e cada suposição ligada a ele é atualizada: sustentada, contrariada ou inconclusiva. Sem corrigir o próprio dever de casa.

Com evidência na mesa: qual é o melhor próximo passo?

Escolha o menor movimento útil que ataca a maior incerteza restante. Às vezes é código. Às vezes não é.

Marco 6
Como isso poderia vencer?

Transforme a evidência em um plano afiado: a brecha, o comprador, um canal alcançável, uma hipótese de preço e os riscos ainda em aberto — um plano de estratégia, não um palpite.

Marco 7
Qual é o build útil mais barato?

Nem todo produto precisa de um MVP primeiro. Um teste concierge, um protótipo, um spike técnico, uma fatia de MVP — o build tem o tamanho da meta de aprendizado e vem com um plano de aprendizado: quem vai usar, qual é o evento de valor e qual resultado define o próximo passo.

Marco 8
Continuar, construir, fortalecer, reformular ou parar?

A hora de decidir se vale construir. O cofundador prepara um quadro de decisão — evidências a favor, evidências contra, riscos em aberto — e recomenda uma de cinco decisões registráveis: Continuar, Partir para o build, Fortalecer as evidências, Reformular ou Parar com base em evidências. A palavra final é sua, e cada veredito fica registrado com o raciocínio por trás — se você contrariar a recomendação, as duas posições ficam no registro. Se a resposta for parar, você recuperou os meses que um build condenado teria queimado — e tudo o que você provou continua sendo seu.

Depois do lançamento: surgiu tração de verdade?

A trajetória não termina quando o código entra no ar. Depois do lançamento, o que o mercado realmente faz entra no registro — na mesma linha, com o mesmo padrão de evidência. Registre os sinais manualmente ou conecte Amplitude ou PostHog, e o cofundador está pronto para ouvir como cada entrega se saiu.

Marco 9
As pessoas estão chegando ao valor?

Lance o build e observe se o público pretendido realmente chega ao evento de valor — ativação como fato observado, não como sensação de dia de lançamento.

Marco 10
Elas voltam ou pagam?

Procure valor recorrente, disposição a pagar, os motivos de quem sai e o que entregar isso custa de verdade para você.

Marco 11
A tração se repete?

Teste se aquisição e entrega se repetem sem esconder as restrições. Um movimento repetível vale mais do que três picos de sorte.

Quando a decisão é construir

Quando o veredito é Partir para o build, o produto entra em um build ativo — mesmo produto, mesma trajetória, mesmo cofundador. O pacote de execução segue para o seu repositório: o plano de aprendizado, só a preparação que o tipo de build escolhido exige (uma fatia de MVP leva o escopo do MVP, o PRD enxuto e os estados de UX) e um pacote de evidências que condensa as entrevistas, os experimentos e os vereditos daquele ponto de decisão que justificaram o build. Documentos brutos nunca entram no repositório; o cofundador guarda a memória completa.

O escopo aprovado gera as primeiras tarefas, enfileiradas da suposição mais arriscada para a menos arriscada. Agentes de código — Claude Code, Codex, ChatGPT e mais oito provedores, rodando nas assinaturas e chaves que você já tem — as executam uma a uma ou em worktrees Git paralelas e isoladas. Cada trabalho concluído conduz você por resultado pretendido → mudanças → verificações → riscos — e termina com a sua palavra final, não a do agente. Nada roda até você apertar Run, e cada tarefa nasce conhecendo o produto: a evidência, a direção aprovada, a especificação. O cofundador vai junto — e fica para a parte que vem depois do lançamento.

Veja a trajetória completa em 1 minuto e 47 segundos, ou comece com a sua própria ideia. A conta grátis inclui uma jornada de produto e a sua First Decision — uma pesquisa gerenciada que leva uma pergunta de produto até uma recomendação citada de Construir, Reformular, Testar, Pausar ou Parar, sem configurar modelo e sem cartão.

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